30 novembro 2014

Oficina Itinerante Cabelo e Identidade


Olá, amores crespos! xD Hoje quero dividir com vocês sobre algo que tem me trazido muitas surpresas e muito prazer em realizá-lo! Trata-se da Oficina Cabelo e Identidade, a qual já venho apresentando desde o ano passado e gostaria de compartilhar por aqui pra vocês. ^^ #VemComigo




Do que se trata?

O objetivo da Oficina Itinerante “Cabelo e Identidade” é fortalecer a autoestima da comunidade negra, através do incentivo à utilização do cabelo natural. Nossa proposta principal é criar uma reflexão sobre a autoafirmação individual, contribuindo na interação e na difusão de diversos costumes e tradições, por meio de uma palestra prática sobre como cuidar e tratar os cabelos crespos, combatendo o uso de químicas transformadoras, justificadas pelo fato de não saber lidar ou cuidar desse tipo de cabelo e mostrando possibilidades de utilizar recursos naturais, como as receitas caseiras: conhecimento étnico deixado de herança pelos nossos antepassados facilmente encontrados na natureza e também produtos de baixo custo no mercado.


 No segundo momento da Oficina, apresentamos uma aula prática de amarração de turbantes e torso, símbolo de forte cunho religioso e político até os dias de hoje.

 A proposta desse trabalho é demonstrar como em um mundo altamente avançado tecnologicamente, é possível ao ser humano voltar a um passado em que se utilizava do que era oferecido pela natureza para atender às suas necessidades, ao invés de viver uma corrida em prol do consumismo.

Orientar para um consumo consciente em busca de um equilíbrio entre o que a Indústria de Cosméticos oferece e o que a Sabedoria Popular nos deixou também faz parte da nossa proposta.

Este projeto é de cunho social, com o objetivo de valorizar o cidadão negro, além de preservar suas raízes. E queremos que essa discussão atinja a comunidade como um todo.

Como tudo começou?

Tudo começou com a querida Jéssica Gonçalves (não está na foto) que estava na organização da Semana de Letras da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) e me chamou pra compor a programação com um oficina sobre cabelo, com dicas e etc. Então como eu já estava mesmo procurando aumentar essa discussão sobre Cabelo e Identidade fora dos meios virtuais, adorei e aceitei o convite. Daí, em setembro/2013, dia 27 a oficina teve sua estreia numa das salas da universidade e assim, a tarde foi bastante proveitosa e o ponta pé inicial desse trabalho. *-*

Foi a primeira experiência, mas já levamos algumas técnicas e cuidados. Falei de alguns compostos em produtos, sobre a técnica No e Low-poo, entre outras dicas. A Analice topou ser "modela" e aí está ela de técnica do plopping e tudo! xD 

Como tínhamos uma estrutura de sala de aula, pudemos organizar a oficina com slides e assistir alguns vídeos que levantassem discussões a respeito da importância do cabelo enquanto nossa identidade. Um deles, "Transition" (que estará em breve na tag "não é resenha de produtos"). Foi engraçado começar com a estrutura de sala de aula, com direito a projetar um vídeo e um slide e depois ir pras praças, afinal, é uma oficina Itinerante! E nas ruas, quando falo ao microfone, falo a muitos, e lá está minha cara à tapa pra ser recebida como for... E eu gosto disso. Porque a ideia da oficina surgiu justamente pra que essas discussões não se limitassem aos meios virtuais. Então, rumo às ruas com nossa proposta de que Cabelo é também Identidade, sim! xD

Programação Saurê Palmares - Novembro 2013

Aí vem a segunda edição da oficina Cabelo e Identidade. ^_^ Soube da reunião da Fundação Municipal de Cultura a respeito das festividades em comemoração à semana da Consciência Negra, através da Filomena Félix, que já está no Movimento Negro há muita estrada, experiente em políticas culturais. Ela me direcionou à reunião pra que eu apresentasse o Projeto da oficina pensando na participação no evento Saurê Palmares e não só: é a pessoa que vem acreditando e apostando nesse Projeto e nos iluminando a administração dele. A ideia era fazer um evento que durasse o dia todo e que reunisse artistas diversos para oficinas, apresentações, rodas de capoeira, etc. Da reunião, foi só apresentar o Projeto da Oficina, e lá estávamos nós na programação...:

E agora, após a correria do Encrespa, a nossa Oficina esteve novamente na programação no Saurê Palmares, dia 19 de Novembro desse ano. A novidade foi levar o Gel de linhaça para ser feito ao vivo e a cores lá na praça:

Foto: Lays Peixoto
Meus gradecimentos a Diana Oliveira que foi de filha recém nascida e tudo colaborar conosco. E a ao olhar lindo da Lays Peixoto, que fez as fotos. ^^ Ao meu amor e técnico de som Fagner Dübrown que fez milagre pra que eu pudesse ser ouvida. Aos parceiros sempre presentes Mamulengo Sururú e ao Jodson Profeta! Gratidão a esses e a todos que compareceram e Fmac - Fundação Municipal de Ações Culturais, por mais uma parceria com a nossa oficina! Vida longa ao Saurê Palmares! ♥ 

Foto: Lays Peixoto
Bom, e como a programação a respeito da discussão da Consciência Negra continua e não deve parar o ano inteiro, ontem, dia 29 estivemos na Praça Denis Agra, do bairro Sto Eduardo, compondo a programação da Feira Camponesa. Foi tudo de bom! A novidade é que teve BC ao vivo, pra minha surpresa, porque a Sandra havia postado fotos no grupo Cachos Alagoanos na sexta, pedindo ajuda a respeito de se era pra ela cortar ou não e eu analisei as fotos dela e disse que o ideal era sim o BC e que ela pensasse e se preparasse. Pois, no outro dia não é que a Sandra chegou lá na oficina disposta a fazer o BC? E fez! E ficou livre da química e agora está pronta pra sentir as sensações de ser natural... ^_^


Quero registrar meus agradecimentos a CPT - Comissão Pastoral da Terra, nas pessoas do Carlinhos e da Heloisa e todos os que fazem esse Projeto tão importante para a nossa comunidade, independente do bairro. 
Não posso esquecer do S. Saúba, que parou a oficina do nada pra dizer que havia aprendido comigo mesmo às vezes pensando que já sabia muito. Foi um lindo ele, o tempo todo e eu me senti honrada por ouvir um senhor, um sábio da vida, dizer que havia aprendido algo comigo! *--* 
À Suzy que participou e a Sandra que fez o BC ao vivo, ao meu bem Fagner Dübrown que mais uma vez me acompanhou e dessa vez até nos proporcionou encerrar a oficina com Coco e Pandeiro na praça! Obrigada ao Emerson Lira (e não Nascimento kkk) que levou as aulas de Turbante para a nossa alegria.

Bom, gente, é isso. Se você tem interesse em levar a oficina para seu evento - fechado ou aberto ao público - combine conosco via e-mail. Lá no índice do blog, no "Contato" tem indicando como entrar em contato comigo e a gente negocia as possibilidades. Obrigada por ter acompanhado a matéria e até o nosso próximo encontro por aqui ou pelas ruas, praças, faculdades, etc. de Alagoas! =*

26 novembro 2014

Tag inaugurativa: Não é resenha de produtos / Documentário "Good Hair", com Chris Rock

Amores crespos, hoje é um dia feliz no nosso blog, pois estamos inaugurando a tag "Não é resenha de produtos", onde vamos postar sobre alguns documentários, vídeos, filmes, música, livros, etc. Essa é uma ideia pra discutirmos melhor e com base sobre a aceitação do cabelo natural e vocês podem ficar à vontade pra nos fazer indicações. Vale tudo, desde uma música curtinha a um vídeo ou um filme com essa nossa temática. ;)

Claro, vamos ter resenhas de produtos sim, mas percebi que ultimamente o blog fez muitas resenhas de produtos e outros blogs também fazem muito, não devemos excluir as resenhas, mas ter cuidado para não acabar contribuindo para o consumismo exacerbado é importante. Então pra equilibrar as coisas teremos os dois. 
Para começo de tag, trago a resenha sobre o Documentário "Good Hair", vamos lá?


Sinopse: A partir de uma pergunta da sua filha, que aos 5 anos quis saber por que ela não tinha "cabelo bom", Chris Rock escreveu, produziu e protagonizou este divertido documentário que mostra com seriedade, mas também com grandes doses de humor, como o fato de a cultura americana associar cabelo liso a beleza, cuidado pessoal e profissionalismo afeta as mulheres.

Bom, eu já havia recebido várias indicações a respeito desse documentário e até então, nunca havia parado pra assistí-lo. E quando o vi, que presente de informações pude ganhar pra refletir! De forma bem humorada, como vocês viram na sinopse, o que posso dizer é que o documentário dá "facadas no estômago" de muita gente...!

E a ideia não é levantar nenhuma bandeira, nem para quem usa química, nem para quem faz o uso do natural. Até porque tem os radicais que porque estão na luta do natural, saem criticando por aí qualquer pessoa que usa química. É o mesmo preconceito daqueles que por serem negros, não admitem brancos usando turbante. Nem sempre uma pessoa que se utilize das nossas marcas estão fazendo somente por moda. A não ser que cheguemos até a pessoa em questão e iniciemos um diálogo, aí, sim, saberemos se é apropriação por moda ou não. Não devemos nós, ser os preconceituosos. Mas sobre isso eu vou aumentar a fala, na próxima resenha de filme, que será o filme "Quilombo"#aguardaaí

Quanto ao liso não-natural, eu devo dizer que não sou contra quem use química. Eu sou contra o uso cego e inconsciente de algo que não só está mudando nosso visual, quanto foi imposto por um padrão que a sociedade vem definindo e a mídia reforçando. Porque somos um país misto e a beleza dele é a diversidade e essa beleza vem sendo combatida pelo padrão do cabelo liso. Também devo acrescentar, que nenhum de nós deve cometer o crime a nós mesmos de nunca ter tido contato com nossa estrutura capilar natural e concluir antecipadamente que o nosso crespo "não combina com a gente" é mesmo passar pela vida sem olhar a si mesmo. Esses discursos me doem na alma.

Mas aí, tem aqueles que passaram pela transição, voltaram ao natural, tiveram contato com seu cabelo tratado, e falo do tratado porque uma coisa é voltar para o natural com aquela memória da infância em que a mãe por não saber cuidar do nosso cabelo, penteava-o seco, nunca hidratava, fazia "lalaus" que nos deixava chineses e mandava pra escola, onde o diretor, coleguinhas e professores por uma questão infelizmente cultural fazia questão de nos tratar como alienígenas, não! Não é disso que falo, é de aprender a cuidar do nosso cabelo e voltar pra essa parte da infância em que foi apagado ter aprendido a lidar com a nossa própria identidade, ao invés de modificá-la. E se depois disso, você ou eu decidirmos voltar para a escravidão da química capilar, depois de ter tido um reencontro conosco e nossas raízes, de poder responder pra nós e pra os outros que sabemos quem somos e ninguém nos dita, que o nosso cabelo não é um acessório para ser combinado com qual roupa, só depois disso, me surpreenderei muito se voltarmos às químicas. Porque o resgate de vida e de amor próprio é incalculável para quem volta pra si. É de fora para dentro e de um poder imensurável.

Por isso às vezes os cabelos crespos são chamados “cabelos de criança”. É essa criança que teve que modificar a sua imagem para ser aceita que estamos retomando, dessa vez mais forte e com sua identidade mais firme porque se apropriou da sua história e sabe cuidar do seu cabelo, não para deixá-lo "arrumadinho" ou para "domá-lo", mas para libertar-se desses paradigmas se amando e se aceitando e refletindo auto-estima ao mundo lá fora.

Eu gostaria de sugerir esse documentário principalmente às mães, pais, tias, avós... Enfim, qualquer pessoa que crie ou lide com crianças afrodescendentes. Aprendendo já desses, a quem nos espelhamos, que ter o cabelo crespo não é algo negativo, será com outros olhos que a criança irá encarar as outras e não se sentir menosprezada em relação a elas.
Eu quero crianças repetindo aos preconceituosos de berço: “Não tenha inveja do meu cabelo!”

Por fim, e como a mensagem do documentário no fundo no fundo é essa também, façamos com nossas cabeças e nossos corpos o que quisermos, PORÉM, não sem antes colocar as interrogações nos devidos lugares, ao invés de somente fazê-lo. Foi o que Chris Rock fez, Vocês vão ver até porque os radicais radicalizam, é muita exploração envolvida na indústria do "cabelo bom" e muita falta de humanidade para o nosso lado. E que optar pelo uso do cabelo natural é optar por não contribuir com o sistema que explora exatamente os nossos bolsos, quando sabem que desde a mulher negra com alto poder aquisitivo à de baixo, estão ambas de aplique no cabelo. Mas isso eu quero que vocês assistam.

Eu consegui assistir no Netflix, legendado. Mas você pode buscar on-line em outros sites também. Garanto que vale a pena e se você assim como eu se identificou, volte pra dividir seus pontos de vista. Por hoje é só, obrigada por estar conosco aqui no blog e até a próxima postagem.... *-*

23 novembro 2014

Encrespa Geral Maceió - III Edição: um ato revolucionário



Somos negros! Nossos narizes são largos! Nossos lábios são grossos! Nossos cabelos são duros! E nós somos lindos!"

— Stockley Charmichael (Panteras Negras)
Arte: Duplex



E eis que o dia 16 de novembro chegou. E a concretização de um sonho também. Eu sonhei várias vezes com o dia em que iria ver de frente pessoas de lugares, idades, cores, tamanhos e principalmente texturas capilares diferentes unidos num só propósito: o de gritar a liberdade de sermos o que quisermos, sem preconceitos. Um dia para dizer "EU ME AMO", ou como disse o poeta Cosme Rogério Ferreira, em suas primeiras palavras em nosso palco: "MEU CABELO É LINDO!"

Durante quantos milhares de anos tivemos que ouvir a reprodução cultural de que nosso cabelo é duro, feio, sujo, RUIM? E quantos de nós interiorizando esse erro recorreram ao disfarce do cabelo quimicamente "tratado"? Escondendo além de um cabelo, nossa verdadeira identidade? Sim, estética foi e é arma de várias revoluções. E domingo passado, dia 16, foi prova disso, mais uma vez na nossa história! É a estética do momento atual e não vamos permitir que se transforme em tendência de moda, não! Fomos mais de 300 pessoas na Praça Centenário, fora os que não assinaram a lista!! Isso a mídia não mostrou... Levantamos a bandeira do nosso movimento, no BC AO VIVO, sob a emoção da querida Lorena Santos, guerreira de 21 anos que se prontificou a ser exemplo de coragem para outras pessoas e com a trilha sonora da querida Myrna Araújo, acompanhada dos músicos Alexandre Rodas (violão) e  Gama Júnior (flauta). Foi lindo, marco do nosso dia, muito emocionante mesmo!! *----* 
Duplex Fotografia




Como esquecer do momento em que a poderosa Ana Carla Moraes chamou o povo pra o palco, pra perto, pra quebrar a barreira da distância e dizer com isso: estamos unidos!! Que já não basta classificarem o nosso misto de brasileiro, separatista, entre "mais negro" e "menos negro", vão agora classificar os cabelos? E que isso NÃO É uma ditadura de cachos!!! Que é revolução! Não tenho palavras pra agradecer à esse momento de arrepio que Ana Carla nos trouxe...

Nem acredito que temos um hino oficial, criado pela mais que querida Mel Nascimento e musicado pelo Luciano Harmônica Falcão, com Fagner Dübrown no pandeiro. Obrigada é pouco por esse presente! Registrado até em clip, vejam aí:

Veio May Honorato de Viçosa com sua voz linda para nosso evento e o Mestre Gama que estava lá entre os expositores, com seus pífanos fabricados por ele mesmo, toda a humildade que todo sábio tem foi levado para nosso palco dando a amostra do que é talento e o que nossa cultura tem. Um agradecimento também aos músicos Tido e Gidelson Silva que também subiram no nosso palco.

E por falar em expositores... O que foi aquilo, gente? Quanta produção linda! Quantos artesãos que não conhecemos o trabalho! Quanta comida gostosa!! Foi a primeira vez, nessa terceira edição, que recebemos os expositores para comercializarem seus trabalhos e se o resultado disso foi satisfatório, garanto, muito!

E nossas oficinas? Dentre as variadas imagens que pareciam filme - como o BC ao vivo - estava no meio da praça uma belíssima roda de Ciranda! Marca cultural levada pela pessoa tão linda que é Erick Rej, durante a Oficina de Bonecas Abayomis, que eu via desde criança mas não sabia do nome!

E como foi que o povo saiu da praça? De turbante! Foi a Jessica Biana, que desde a primeira edição divide com a gente sobre as amarrações e torsos, marca do povo africano, que se estende até hoje com os turbantes.

Tivemos a querida Elaine Raposo falando da sua experiência, dando seu depoimento sobre a Transição e o BC.

Deixei para o final a "chegança" de Maracatu que foi o Coletivo Afro Caeté encerrando as atividades da nossa programação, com uma roda enorme de gente linda e crespa e acompanhada da voz negra da bela que é Bela mesmo, obrigada Isabela Barbosa e Coletivo! Foi fantástico!


Foto: Bárbara Acioly
Um agradecimento primeiro a esses que fizeram a nossa programação vibrar de excelências em voz, instrumentos e personalidades! O Encrespa me provou o que é ter parceiros com quem contar. Porque a reunião desses profissionais que nada estavam recebendo por isso foi prova viva! É preciso ter amigos que acreditem e torçam pelo seu trabalho pra fazer um evento desses e eu tive. Deixa, que a minha vontade sempre é mostrar pra o mundo o que de bom tem na minha terra e o quanto o meu Nordeste reproduz desde sempre personalidades importantes para a nossa história. Porque tudo o que vivemos no momento agora será para ser repassado amanhã, para os nosso filhos e netos. Pois é... Quando fazemos o Encrespa, fazemos história...

E porque essa luta não é da Tamires Melo, eu quero agradecer a quem esteve na organização comigo, na correria desde julho e que não hesitou em dá a cara à tapa, nadar contra a corrente, sob os olhares duvidosos que achavam que isso era só por cabelo... Em especial a essas duas pessoas: Gêiza Maria e Andressa Lopes. Se não fossem elas, não sei o que seria de mim, pois quando elas entraram em ação foi quando eu ganhei outras pernas, braços e até cabeças! É preciso estar na mesma ideia, na mesma crença, pra mergulhar sem medo nesse evento que não tem espaço para interesses pessoais. É por cada um, que diariamente enfrenta os preconceitos desde a sua própria casa à sair na rua, toda uma mensagem de que a nossa imagem é um erro. Erro é acreditar que cabelo é só um acessório, que como um óculos, colocamos se somente combinar com a nossa roupa. É muito mais que isso, somos nós! E estamos aprendendo a responder com amor próprio e auto conhecimento que representamos em nossa imagem a luta dos nossos antepassados!

Agradeço a todos que fizeram parte da Comissão que trabalhou no dia do evento. A Praça foi ficando cada vez mais lotada, para a nossa felicidade e precisávamos ser muitos para atender a toda a gente linda que foi ao encrespar com a gente.

Faltou o meu amor nessa foto, Fagner Dübrown, que desde a primeira edição vem me dando todo o apoio.

À SEMEL - Secretaria do Esporte e Lazer, que nos cedeu espaço e palco, nas pessoas da Cícera, Glória e o Secretário Antônio Moura; ao IZP, que lançou nossa chamada na Rádio Educativa FM; A DUPLEX - Comunicação e Arquitetura, pelo registro em clip da nossa música do Encrespa, o teaser, e a arte das nossas camisas, nas pessoas do Vinícius e da Gêiza Maria; A FLUXO - Publicidades, que na pessoa do Toni Biana, fez a nossa logomarca; a Comissão de Imagem: Eloísa Lemos, Gabriela Araújo, Mara Carolina, Gêiza Maria, Elaine Rapôso e Darlon Augusto; a Comissão de Organização: Gêiza Maria, Andressa Lopes, Thayná Rose, Raiane, Elaine e Jéssica; a Axion Maceió, parceira desde a primeira edição; a todos os expositores, em especial à turma do Negra Flor, que veio de Pernambuco! E obrigada a todos os expositores que cederam brindes para serem sorteados em nosso evento;

A nossa imprensa: Identidade Alagoana, que divulgou fielmente, e fez uma entrevista linda no programa de mesmo nome, na Rádio A Voz FM; Portal Cadaminuto, na pessoa da Vanessa Siqueira; Jornal Tribuna Independente, Coluna Axé, escrita pela melhor do ano, prêmio Braském de Jornalismo: Helciane Angélica - linda!; à Sombra Maceío, na pessoa do fofo Everaldo Dantas, a Fabiany que nos levou para link ao vivo no Programa AL 5, TV Alagoas; à Alyne Sakura que divulgou em seu blog e abriu espaço no Programa Conexão Periferia, na Rádio Litoral FM; à Gal Monteiro, que abriu o espaço no Programa Vida de Artista, da Rádio Educativa;

Enfim, a Eliane Serafim, idealizadora desse Projeto lindo que vem nos dando tamanho amor em cada edição e a cada fruto que colhemos.

Obrigada a cada um que comprou a nossa rifa e as nossas camisas, em contribuição para o evento e obrigada a todos os que compareceram e espero todos novamente na próxima edição... E que venha o próximo Encrespa!!

Bom gente, é isso que com toda a emoção e orgulho divido com vocês. E quem ainda não foi ao Encrespa, deve ir. E de preferência, chegar cedo pra ver pela programação o que a gente discute. E se você acha que ter cabelo crespo é ser diferente demais, a ponto de não ser aceitável, venha encrespar com a gente, junte-se a nós se você sofre diariamente os preconceitos e as piadinhas, porque somos muitos, somos uma legião e juntos somos mais fortes! À luta!


 Para acessar imagens do dia, consulte os álbuns da página do nosso blog, (aqui). Na página Sombra Maceió (aqui) e no evento do Facebook (aqui).

02 novembro 2014

Bye Bye



Olá crespinhas e cacheadas ! Tudo bem ?

Esta postagem é para eu me despedir do blog e de vocês. Decidi por motivos de ordem particular e falta de inspiração, eu não estava rendendo bem aqui, e eu sou uma pessoa que gosto de fazer as coisas muito bem feitas, se não, melhor não fazer.

A trajetória foi deliciosa, gostei imensamente de dividir com vocês minhas experiências, a companhia da Tamires foi incrível, ela sempre me deu o maior apoio, a amizade continua !

Espero sinceramente que o que postei seja útil para as futuras leitoras do blog, além das atuais, que todas consigam trilhar a estrada do cabelo natural ou não natural, mas que assumam seus cachos, sejam vocês mesmas.

O cabelo crespo é identidade, assumir o cabelo crespo é uma atitude política e considero um caminho para os fortes, para pessoas determinadas e que não se intimidam com a pregação da mídia, opiniões alheias desfavoráveis e etc.

Sejam felizes, não se prendam, não se reprimam para agradar aos outros. Namorado ? Se ele te ama, vai te amar de qualquer jeito, lisa, crespa, careca, de moicano e etc.

É isso aí, deixo uma música linda, muito conhecida e tem tudo a ver com as crespas e cacheadas, é para vocês.  

Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos - Roberto Carlos e Erasmo

Um dia a areia branca seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos a água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar
E ao se sentir em casa sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido
que você vê agora
Nas ruas por onde anda,
na casa onde mora
Você olha tudo e nada
lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
(3x)

Não vão descuidar do cabelo no verão heim ! Nada de relaxar, praia, piscina e calor pedem cuidado redobrado !!