30 março 2013

top 5 - melhores produtos comerciais



Ha! Vamos falar de produtos bom que não nos custe o olho da cara? xD
Quem não gosta? É certo que os produtos profissionais são bons, sem sombra de dúvidas. Mas não há bolso que suporte somente eles e é preciso equilibrar a balança...  Então, trouxe pra vocês 5 produtinhos que são baratos e campeões nos benefícios aos nossos fios! ;D

Top 1 - Sem dúvida, o Condicionador Óleo Reparação, da Garnier Fructis 
Está em primeiríssimo lugar no nosso Top 5, sem titubear. Encontrado nas prateleiras dos supermercados e cosméticos entre R$4,00 e R$8,00 vai bem como Leave-in e no Co-Wash. No primeiro, cachos definidos, soltos e com balanço. No segundo, e acrescentando 3 gotinhas de óleo de Rícino, um cabelo quase derretendo ao lavar... #EuPiro \o/  
Cuidado com a nova versão, de embalagem laranja: totalmente proibida pela concentração de óleo mineral, petrolatos, etc. Se puderem estocá-lo enquanto ainda há nas prateleiras, vale a pena.   ;D #ficaadica






Top 2 - Esse tá na boca do povão! Também não é pra menos, o Yamasterol, da Yamá promete e cumpri o que faz! Se é multifunção mesmo? Sim! E com grande estilo: pra usar no Co-Wash, como condicionador, Leave-in, Máscara Hidratante e levar na bolsa em dias de praia! O resultado? Um cabelo o dia todo hidratado! xD Entre R$3,00 e R$4,00
Cuidado com o de Óleo de Argan, pois tem Parafina Líquida. 









Top 3 - Máscara Reconstrutora Elsève Reparação Total 5 - Tá montando o Cronograma Capilar e não sabe qual Reconstrução usar? Vai nessa, gata! Mas ela não é tão forte, indicada pra quem já está com o cabelo natural. Ainda assim, eu misturo queratina líquida a ela. Adoro o resultado e pago somente R$10,00;D
Top 4 - G-Gelatina, Capicilin - Vamos falar de produto bom e barato na hora de finalizar os cachos? É ele mesmo que dá conta do recado! xD Além de modelar bem os cachos, é ótimo na fitagem e no day-after te proporciona dia de glória! Inclusive pra quem está na fase de transição. Aposta! R$7,00 \o/



















Top 5 - Creme de Tratamento Elsève Hydra Max Colágeno - Coisa feia ter preconceito com produto... Gente, passei de usá-la por muito tempo por encrencar com o produto! Mas ainda bem que testei, os benefícios foram cumpridos - especialmente quando acrescentei D-Pantenol ou Bepantol - e essa máscara de hidratação não podem faltar nem na minha lista de compras, nem no nosso Top 5! R$10,00
É isso aí, façam as contas e vejam se não dá pra economizar com bom produtos!? Dá sim! Ter cabeleira bem cuidada não é coisa de outro mundo, não. E ninguém precisa acabar com o bolso para tal. Está dada a a lista, espero tê-los ajudado! Grande abraço! xD 

28 março 2013

a boa e velha babosa



Olá, queridos, passando pra compartilhar com vocês uma super dica, fácil de achar nas feiras e mercados populares da cidade. É o uso da babosa no combate à queda e para hidratar os cabelos! xD
A babosa é aloe vera, muito comum nas composições de produtos para cabelos tem efeitos comprovados como: bactericida, cicatrizante, antiinflamatório e hidratante. Além de combater a queda e auxiliar no crescimento dos cabelos, contém vitamina A, excelente também para a pele. ;D

Como Fazer
1 - Aplicação pura
-->> Utilize folhas de babosa bem grossas e lave-as bem;
-->> Abra a folha ao meio, corte os lados (espinhos) e retire a baba com uma colher;
-->> Bata no liquidificador e após baixar a espuma, passe em todo o cabelo, mecha por mecha;
-->> Deixe meia hora na touca plástica ou de alumínio;
-->> Lave os cabelos como de costume.

2 - Suco de babosa como xampu
-->> Com uma faca de inox , retire os espinhos da babosa;
-->> Corte-a em cubinhos;
-->> Bata no liquidificador;
-->> Coe e adicione a um shampoo neutro, sem sal;
-->> Lave os cabelos com essa mistura e condicione depois;
-->> Use o tratamento semanalmente.

3 - Na hidratação
-->> Corte os lados da folha;
-->> Retire a baba com uma colher;
-->> Misture ao creme de hidratação e aplique normalmente.

Outras informações

-->> O ideal é que você aplique uma dessas formas uma vez por semana ou a cada 15 dias;
-->> Cuidado com o líquido amarelo, ele é tóxico. Use somente o gel transparente, ou seja, a baba;
-->> Para usar na pele, ou feridas é só aplicar a baba e ao secar, retirar;
-->> Não esqueçam de sempre lavar bem as folhas.

Pronto, amores. Eu sou fãnzaça dessa plantinha agradável e tinha que compartilhar com vocês! xD
Uso mais como hidratação, misturada ao creme ou pura e adoro o quanto meu cabelo fica macio e brilhoso. Tou até plantando uma aqui em casa... hehehehe.  Espero que tenham gostado do post e sintam-se todos abraçados! \o/

Fontes: http://www.dicasgratisbrasil.com/
http://mundomulheres.com
http://www.clubedocabeloecia.com.br/

26 março 2013

história capilar -->> Ana Cláudia



Olá, meus amores, dessa vez vocês vão conhecer a história capilar de luta e vitória da queridíssima Ana Cláudia. Assim, como eu, ela fez uma pesquisa via Google “como cuidar do cabelo cacheado” (exatamente assim) e conheceu o Fórum Encaracoladas, onde com a ajuda de outras meninas e o conhecimento capilar, criou forças e voltou ao seu cabelo natural. E para contar de sua experiência e passar à frente o que aprendeu, criou o Blog Cacheado Básico, mesmo motivo pelo qual criei o Cabeleira. Então eu não podia deixar de chamá-la aqui, pra que contasse de sua história pra nós. Afinal, transição capilar é difícil, e nada melhor do que alguém que passou por isso pra dividir. Difícil, porém possível, eis uma prova disto. Mas vou deixar que a própria Aninha fale disso pra vocês... Boa leitura! xD
"Olá, meu nome é Ana Claudia de Paula e estou aqui para contar sobre a minha jornada rumo aos cachos naturais e espero que a minha experiência seja de ajuda para alguém que procura este tipo de alternativa e que acha não ser possível! Eu digo que é possível ter o cabelo sem nenhum tipo de química como relaxantes ou escovas da moda, desde que a pessoa realmente queira, por sua própria vontade e esteja disposta a embarcar na aventura chamada transição.

Desde criança, por volta dos meus 10-12 anos, tive meu primeiro contato com produtos químicos. Lembro que cheguei a usar henê marrom por um tempo e depois passei a usar aqueles alisantes encontrados em farmácia, o Hair Life. Na época eu ia mais “na onda” porque minhas primas usavam e eu queria meu cabelo igual ao delas.

Quando cheguei aos meus 14-15 anos, eu já havia mudado de produto: usava alisante conhecido como “pasta”. Todo final de semana eu estava dentro de um salão para fazer escova e retocava a raiz a cada 3 ou 4 meses. Durante a semana, enrolava o cabelo com bobes para manter a escova até o próximo sábado quando ia novamente ao salão. Fiquei nessa rotina durante uns dois anos até que comecei a enjoar daquela rotina toda de ficar um sábado inteiro dentro do cabeleireiro.

Essa pasta não chegou a alisar meu cabelo totalmente, ele ainda formava alguns cachos, até que conheci uma outra cabeleireira que me convidou ao seu salão para usar um produto apenas para “baixar” a raiz. Recordo que praticamente todas as vezes que retocava a química, meu couro cabeludo sofria queimaduras em várias partes e formava casquinhas que melhoravam depois de uma semana. Eu nem imaginava o perigo que estava correndo. Fui a segunda vez, a terceira...até que um dia ela mudou de casa e eu me vi sem rumo, procurando outro profissional para cuidar dos meus cabelos.. Comecei a aplicar produtos em casa, mas não conseguia o mesmo resultado.

Meses depois, encontrei outra cabeleireira que fazia o relaxamento mas sempre me aconselhava a manter os cachos e elogiava muito meu cabelo. Só depois de um tempo, eu comecei a pedir que esta ela deixasse minha raiz mais lisa. Ela conversou muito comigo, me explicou que meu cabelo ia ficar muito liso, perderia os cachos, enfim...tentou me fazer mudar de ideia  mas não adiantou. Então, ela mudou o produto: antes, eu usava Hidróxido de Sódio, aí passei para a Guanidina, contra a vontade dela.

O tempo passou e eu nem percebia que os cachos iam desaparecendo. A parte lisa já era bem predominante e sobravam apenas alguns cachos. Porém, eu estava feliz porque meu cabelo começava a aparentar um tamanho maior.

O sonho de um cabelão, virou pesadelo! Todo o crescimento que eu tinha nos intervalos dos retoques (3-4 meses) ia embora ralo abaixo literalmente quando o relaxamento entrava em ação! As pontas começavam a se desgastar, partindo e formando um bolo. Eu era obrigada a cortar e voltava pra casa com o cabelo praticamente do mesmo tamanho...isso começou a me frustrar. Vez ou outra havia feridas no couro cabeludo que levavam mais de uma semana para cicatrizar e nem mesmo assim eu pensava em desistir de tanto sofrimento.

Depois de alguns anos, percebi que os cremes que eu usava não definiam mais os cachos. Independente de marca ou produto, meu cabelo continuava indefinido e eu cada vez mais desesperada.

Fui para a internet buscar ajuda. Lembro de ter digitado “como cuidar do cabelo cacheado” no Google e encontrei o Fórum Encaracoladas. Passei a ler os artigos e fiz grandes amizades lá. Comprei os produtos que as meninas comentavam, via a mudança de muitas delas mas não tinha coragem de deixar de fazer relaxamento.

Comecei a praticar No Poo e depois Low Poo, até que um dia tive um “clique”. Estava me olhando no espelho,  vi minha raiz natural crescida e comecei a pensar: “Por que faço isso com meu cabelo? Que raiz linda!”

Daquele dia em diante, nunca mais voltei ao salão! Decidi que meu cabelo  seria natura, iria aprender a amar meus cachos e cuidar deles! Conversei com meu marido sobre isso para saber o que ele achava e felizmente ele gostou da ideia e me apoiou. Fiquei muito feliz porque a opinião dele contava muito para que eu levasse adiante. Era o que eu precisava para aguentar  comentários negativos e piadinhas sem graça. Quando se tem apoio no seio familiar, os olhares de desaprovação das outras pessoas não afetam tanto assim.

Só que depois de uns 4 meses de raiz crescida, comecei a entrar “em parafuso”, tive muitas crises, me sentia horrível, como se estivesse descuidada de minha aparência. Cheguei a comentar no fórum que eu iria desistir. Por isso eu digo que encontrei amigas de verdade lá! Nesse momento de fraqueza elas me incentivaram, me deram forças e me ajudaram a continuar em frente.

Já se passaram 2 anos e 8 meses longe da química! Se eu falasse que um dia chegaria tão longe, seria mentira porque eu nunca imaginei que aguentaria tanto tempo sem recorrer às “facilidades” que destruíam meus cabelos! Foi no dia-a-dia que eu me apaixonei pelo meus cachos: cuidando e acompanhando os resultados da minha dedicação e esse amor perdura até hoje! Acredito piamente que este amor só irá embora o dia que eu me for desta terra. Enquanto aqui viver, ajudarei mulheres por este mundo com a minha história, através da qual elas poderão realizar também o desejo de ter os cabelos libertos dessas químicas transformadoras!

Aqui estão algumas fotos desta mudança:
2006 - volta e meia tinha que cortar o cabelo, porque a química sempre danifica. 
2007 - Cabelo crescendo, porém só as pontas ondulam.
 Cabelo já bastante indefinido, ressecado com pontas espigadas.
2009 - Encontrei o fórum Encaracoladas, mudei minha rotina de cuidados e aprendi a fazer o gel de linhaça que ajudou a definir alguns cachos.
2010- Já em transição, fiz uma escova pela última vez. Estava enorme!
Big Chop
E o cabelo ia crescendo natural...
Estas são apenas algumas das fotos da minha jornada que estou compartilhando com vocês! Desde que comecei a transição eu fotografo a evolução do meu cabelo e fico muito emocionada ao reviver em minha memória tantos momentos difíceis que eu atravessei e, ao mesmo tempo, tenho em mim a convicção de que valeu e está valendo a pena! \o/
Abaixo está a última foto, bem recente que diz mais do que mil palavras!

Março de 2013
                  





Essa é a verdadeira Ana Claudia que estava escondida dentro de mim e que veio à existência após o Big Chop! Hoje sou feliz e libertei meus cachos para sempre! 
Espero que vocês todos tenham gostado! Um grande beijo! :*"
Ana Cláudia de Paula 

21 março 2013

o bom e barato yamasterol



Olá, meus amores crespos! =D 
Como eu havia falado na página, ia postar o que achei do teste que fiz com Yamasterol como hidratação. 
Nem preciso falar que esse produtinho é o sucesso das cabeleiras crespas de todo Brasil, está em quase todos os blogs que discutem cabelos como um produto bom, apesar de barato. 
Porque ele dá uma emoliência incrível e forma as molinhas bem bonito, além de ter uma ação hidratante, que nós crespas merecemos, não é mesmo? Maravilhoso! 
E vamos e convenhamos, os produtos antigos, sem tanta coisa na composição, são os melhores... xD
O que diz a empresa... o.O
-->> Creme Multifuncional com Babosa (Aloe Vera) e D-Pantenol, possuem ingredientes de ação profunda que hidratam, protegem, desembaraçam, dão brilho e facilitam o penteado;
-->> Para todos os tipos de cabelos;
-->> Pode ser usado com ou sem enxágue após o shampoo; (Condicionador ou Leave-in)
-->> Nos banhos de tratamento, hidrata e amacia os cabelos; (Hidratação)
-->> Nos banhos de mar e piscina, protege os cabelos contra sol e cloro.

Gente, é muita função num produto só, neh? E barato! Comprei a R$3,50 o frasco com 200g. Já usei como leave-in, meus cachos ficaram molinhos e bem formados e com volume do jeito que gosto, porque ele solta mesmo os cachos. Além da aparência de hidratado e brilhoso, como promete a marca! Ponto para eles! xD

Mas vamos falar um pouco sobre os ingredientes principais que compõem o produto...
-->> Babosa (Aloe vera) - tem efeitos comprovados como: bactericida, cicatrizante, antiinflamatório e Hidratante. Além de combater a queda e auxiliar no crescimento dos cabelos. Além de conter vitamina A, excelente também para a pele.

-->> D-Pantenol - proporciona aos fios uma hidratação de longa duração, melhora sua maleabilidade, espessa os fios, reduz a formação de pontas duplas, melhora a condição dos cabelos agredidos e danificados e proporciona brilho

Opa, agora sim está comprovado o que promete o produto! xD
Como eu fiz... o.O
Como eu disse, por já ter testado como leave-in - e adorado, exceto pelo fato de os cachos desmancharem fácil -, iria agora testar como hidratação.
-->> Primeiro separei numa vasilha a quantidade de creme que uso normalmente pra hidratar;
-->> Misturei com gel de linhaça (ômega 3 e 6) e acrescentei babosa, pra aumentar a ação hidratante;
-->> Fui lavar os cabelos com shampoo da Multi Vegetal (aqui tem post) e na volta, preparei a papinha de maizena e acresci à vasilha mexendo bem pra não embolar.
 É que o Yamasterol tem consistência bem rala, aí a maizena e a babosa deram uma sustância bem maior a ele (mas eu já uso a mistura de maizena em outras hidratações e nutrição e reconstrução). E depois de mecher muito ele ficou assim, bem firme:
Apliquei mecha por mecha nos fios. A mistura ficou bem macia. Deixei agir por 20 min com touca de alumínio e retirei. Lavei bem e apliquei condicionador Garnier OR (aqui tem post) e depois de tirar o cond., 3 gotas de óleo de rícino (aqui) para selar as pontinhas. 

Resultado
Depois de fitar com o próprio Yamasterol + gel de linhaça + b-leave-in, sequei com a técnica do plopping (aqui) e ao tirar, o cabelo ficou como na primeira foto: os cachinhos bem formados, com brilho e bem abertos também. xD Mas como meu cabelo encolhe mesmo quando seca, vejam ele seco na segunda foto. Ficou brilhoso, sem frizz, aparência de hidratado, leve, enfim, resultado aprovadíssimo! xD


Bom, no momento que saí de casa e o cabelo secou, já comprei um outro Yamasterol... rsrs Vai ficar nos meus produtinhos queridos sem dúvida! Adorei e pretendo não parar de usá-lo! Não deixem de testá-lo! #ficaadica xD


Fontes: http://www.novidadesdebeleza.com.br/
http://www.sabaoeglicerina.com.br/d-pantenol

20 março 2013

receita caseira antiqueda




E o cabelo indo pelo ralo do banheiro, hem? 
É sempre assim pra quem sofre desse mal. =/ Eu que sofro desse mal, embora saiba que é devido aos problemas de cunho extressantes, vou recorrer a essa receita também! Vamos ou bora? xD

Ingredientes
- 2 colheres de sopa de argila branca (cicatrizante e anti-inflamatória)
- 8 colheres de sopa de água mineral
- 8 gotas de óleo essencial de alecrim ou um chá feito com 30 g de alecrim e 100 ml de água (estimula a circulação e previne caspa e seborreia)

Modo de preparo
Misture os ingredientes até formar uma pasta homogênea. Aplique no couro cabeludo e massageie bem. Prenda o cabelo e passe um filme plástico. Cubra com papel-alumínio e deixe agir por 30 minutos. Lave e seque naturalmente.

Receita do chá
Ferva 100 ml de água, apague o fogo e coloque o alecrim. Espere 30 minutos antes de usar.


Maravilha! Agora é só ir no Mercado da cidade, comprar esses produtos naturais lindamente e lutar contra a queda. #Oremos \o/

Fonte: Samia Maluf, aromatóloga
http://casa.abril.com.br
Enviado pela Lívia Correia

receita caseira para nutrição



Gente, eu já postei aqui sobre o abacate, rico em fósforo, ferro e vitamina C, descobri hoje que é o segredo da atriz Cris Viana e ainda achei uma receita caseira para turbinar o efeito de nutrição pros nossos fios. Com banana, rica em vitamina C e do complexo B e mamão, que contém papaína, um timpo de anti-inflamatório.



Ingredientes

• 1/2 abacate
• 1/2 mamão
• 1 banana
• 2 colheres de sopa de mel (rico em vitaminas A, do complexo B, cálcio e ferro)
• 5 gotas de óleo essencial de cedro (antisséptico e adstringente)

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e aplique a mistura no cabelo (já lavado e úmido) da raiz às pontas. Enrole a cabeça com filme plástico e finalize com papel-alumínio. Deixe agir por 30 minutos. Enxágue em seguida e seque naturalmente.




Bom, essa foi a dica. Fiquei muito curiosa pra fazê-lo pelos ingredientes utilizados, porque já costumo usar somente o abacate e o mel e isso já me traz um bom resultado de nutrição, às vezes acrescento a máscara, mas sou de testar os caseiros puros mesmo e... Adoooooro! ;D

Fonte: Samia Maluf, aromatóloga
http://casa.abril.com.br/
Matéria enviada pela Lívia Correia.

18 março 2013

mania de rícino



Olá, gente! Ufa, postagem hoje. Que demora, Tamires!! =P
Desculpem-me a demora, é que esse troço de viajar faz com que você pause a vida e na volta pro play aparece bem mais coisas do que as que tinha! \o/ #oremos
Mas vamos lá! Hoje vim compartilhar com vocês minha experiência capilar com o óleo de rícino.

Definição
Óleo de Rícino ou de Manona: é rico em ácidos graxos e atua como um umidificante, absorvendo para si própria a umidade do ambiente. Retira as toxinas do couro cabeludo, nutre, hidrata e deixa o cabelo mais encorpado, estimulando o crescimento, ajuda a eliminar as pontas duplas e dá balanço.
Manias de uso... =D
-->> Como reparador de pontas: antes de dormir, dou uma reparada em todas as pontas do cabelo com três gotinhas dele. Mais que isso, fica com aspecto de seboso.
-->> Como massagem para o couro cabeludo: combate a seborréia e outras doenças do couro cabeludo. A dica aqui é usar com açúcar mascavo e massagear bem. Mas mesmo sem o açúcar, usá-lo no couro cabeludo ativa o crescimento do cabelo. Já que pra o cabelo crescer é preciso que o couro cabeludo esteja bem limpo e com a oleosidade controlada;
-->> Misturo com a quantidade do condicionador para aquele
uso pra aumentar o poder de hidratação;
-->> Na máscara capilar adiciono uma colher de chá  para turbiná-la.
-->> Misturo com outros óleos, por exemplo: na umectação uso ele no couro cabeludo e o óleo de amêndoas no cumprimento. Pra ver melhor o efeito da umectação, aplico antes de dormir e lavo no outro dia. É importante também esquentar a banho-maria os óleos, pra ativar os nutrientes neles contidos. Faço umectação 2 vezes por semana no dia anterior da hidratação;
-->> Como um tratamento pré-shampoo; Aqui a dica é importantíssima pra quem está em transição capilar e nessa fase os xampus sem sulfatos tendem a ressecar o cabelo, pois eles estão combatendo a quantidade de química no cabelo. Fazendo a umectação pelo menos meia hora antes de lavar o cabelo, diminui o efeito de ressecamento que o xampu vai deixar. O mesmo serve pra o shampoo com sulfato que agride o cabelo.
-->> Usar como pós-condicionador quando o cabelo ainda estiver úmido. O condicionador já é para selar as escamas dos fios, aqui o óleo de rícino auxila-o. Especialmente depois das hidratações, lavo com água, depois condiciono e ao retirar, selo com óleo de rícino. Principalmente nas pontas.
-->> Misturado ao leave-in, dá um balanço incrível ao cabelo. Minha super mania!
-->> Depois de secar com difusor, aplica pra baixar fios que acabam soltando durante a secagem e dá brilho.


Outras informações
-->> o Óleo de Rícino é facilmente encontrado em qualquer farmácia. Entre 3 e 5 reais.
-->> só deve ser usado o óleo 100% PURO. 
-->> aplicando na sobrancelha, os fios vão crescendo com o tempo e retirando as imperfeições. Já que ele também escurece os fios da sobrancelha. Mas isso requer tempo e uso diário.
-->> para o cabelo mais ressecado, a umectação só com óleo pode não resolver.O interessante é usá-lo na máscara ou umectar misturado ao condicionador. A dica aí, é meio a meio em óleo e condicionador. Isso serve pra qualquer óleo vegetal. Na máscara, 1 colher de chá.

Bom, amores, é isso aí sobre o Óleo de Rícino, meu queridinho que vai na bolsa. xD 
Esperem que vocês testem e se deem tão bem com ele, quanto me dou. Não esqueçam: nas primeiras aplicações você se empolga e usa muito na quantidade. Só que não precisa. Gotinhas poucas e tá tudo resolvido! Ah, o cheirinho dele é forte, então aí é que tem que usar pouco mesmo. Lembrando que nas misturas com máscaras e cond. o odor enfraquece e aí, pronto, sem problemas não é mesmo? =)
Olha o resultado do uso de óleo de rícino aí, gente!
E, como não poderia ser diferente:  Xero nos cachos! =D

07 março 2013

técnica no-low poo



No-Low Poo, por Erika Nasch

Olá, queridas leitoras do “cabeleira crespa”!!

Vocês já devem ter ouvido falar sobre um método de tratamento capilar, que foi desenvolvido especialmente para as cacheadas, pela cabeleireira inglesa Lorraine Massey...

Este método é baseado num livro que ela escreveu em 2001, chamado “Girl Curly” (Garotas cacheadas). Neste livro, ela ensina o passo-a-passo do método, que chama-se NO-LOW POO, e que quer dizer “SEM ou POUCO SHAMPOO”, pois o método se baseia na NÃO utilização de shampoos, ou na POUCA utilização dos mesmos.
Apesar de ter sido criado exclusivamente para cabelos cacheados e crespos,  o NO-POO pode ser utilizado em cabelos ressecados, danificados por químicas, coloridos ou descoloridos, e até mesmo os cabelos normais podem ser beneficiados.

Em cabelos oleosos, talvez não seja muito adequado, pois esta técnica estimula um aumento da oleosidade natural. Porém, o LOW -POO, pode ser utilizado em qualquer tipo de cabelo.

E para aqueles que não conseguem, ou não querem  ficar sem usar shampoos, e gostam de lavar os cabelos todos os dias, a opção é intercalar o NO-POO com o LOW-POO.

Em seu livro, Lorraine dá dicas de como ter um cabelo cacheado bonito e saudável, se você seguir os 14 passos que ela propõem, e que são os seguintes:


Passo 1 – Use um anti-resíduos
Primeiro, você deve lavar os cabelos com um shampoo anti-resíduos, para retirar todo o petrolato (óleo mineral, parafina líquida) e silicones insolúveis em água dos seus cabelos, pois a maioria dos produtos capilares comumente utilizados, possuem esses componentes. Sendo assim, seu cabelo deve estar “impregnado” dos mesmos, e o shampoo anti-resíduos é o único que consegue retirá-los dos fios.

Passo 2 – Apare as pontas
Apare as pontas do seu cabelo, para se livrar das pontas duplas ou danificadas.

Passo 3 – Abandone as escovas
Esqueça a escova, e comece a utilizar pentes de dentes largos, ou mesmo os dedos (quando o cabelo estiver molhado). Usando os dedos para desembaraçar os cabelos cacheados, irá ajudar a realçar os cachos.
Se assim ainda ficar difícil desembaraçar os cabelos, aplique maior quantidade  de condicionador. Desembarace os cabelos somente quando estiverem molhados, embaixo do chuveiro, com ajuda do condicionador. Nunca o faça enquanto seca, ou depois de secos, pois isso irá provocar mais frizz.

Passo 4 – Esqueça os shampoos
 A maioria dos shampoos comuns contêm detergentes fortes que agridem muito os fios (sulfatos), e que são extremamente prejudiciais para cabelos encaracolados.
Mas se for muito difícil você ficar sem usar shampoo, use shampoos sem sulfatos, com cocamidopropyl betaíne no lugar dos sulfatos.

Passo 5 – Lave o cabelo com condicionador (Co-Wash)
(Co= condicionador; wash= lavar)
Massageie o couro cabeludo com condicionador  no lugar do shampoo. Utilize as pontas dos dedos, e não as unhas. Esta fricção irá soltar a sujeira, os resíduos, e até caspa se houver. E  enxágue muito bem. Você poderá fazer o co-wash de 2 a 3 vezes na semana, ou até mesmo diariamente, se gostar.
Importante: Certifique-se de usar condicionadores sem petrolatos (óleo mineral) e sem silicones não solúveis em água.

Passo 6 – Desembarace os cabelos ainda no chuveiro
Depois de massagear o couro cabeludo com um condicionador (silicone free) , chegou a hora de desembaraçar os fios. Faça isso de maneira suave, utilizando as mãos ou um pente de dentes largos. Sempre  comece a desembaraçando de dentro para fora. E pode deixar o condicionador agindo no cabelo por alguns minutos para hidratar.

Passo 7 – Enxague com água fria
Enxágue seu cabelo com água fria. Fazendo isto, diminuirá  o frizz e adicionará brilho. Pode deixar um pouco de condicionador nas pontas, pois são as partes mais secas, e precisam de maior hidratação. Não penteie. Só deslize os dedos entre as mechas.

Passo 8 – Aplique um leave-in e um gel
Aplique o leave-in ou creme sem enxágue, enquanto seu cabelo está todo molhado. Esfregue o creme em suas mãos para emulsioná-lo, e depois aplique no seu cabelo mecha por mecha.
Você pode começar usando um leave-in ou creme sem enxágue para eliminar o frizz, e depois usar um gel para definir os cachos (mas que sejam silicone-free).

Passo 9 – Amasse os cabelos
Amasse seus cabelos suavemente, usando uma camiseta de malha, ou toalhas de papel, ou ainda uma toalha de micro-fibra, para tirar o excesso da umidade.

Passo 10 – Utilize o método “plopping”
(funciona melhor em cabelos de comprimento longo e encaracolados)
O método "plopping" serve pra você diminuir o tempo de secagem.
Faça assim: estenda uma toalha velha em uma superfície plana, e apoie seu cabelo no meio do pano. Toque o pano com sua cabeça, e puxe a parte de trás do pano sobre ela. Torça os lados até que eles formem uma "salsicha enrolada" e prenda na base do seu pescoço. Após 15 a 30 minutos, remova o pano.
*Se o seu cabelo for crespo, após fazer o plopping, aplique um pouco de gel.

Passo 11 – Secar utilizando o difusor
Seque apenas cerca de 80 por cento do seu cabelo com secador, usando o difusor, para não frizzar.  E depois deixe o cabelo secar naturalmente. Não toque no seu cabelo enquanto estiver secando, também para evitar o frizz.

Passo 12 – Procurar por profissionais especializados em cachos
Caso queira aparar ou cortar o cabelo, procure um cabeleireiro com experiência em cortar cabelos cacheados, e leve seus próprios  produtos sem silicones e petrolatos, para caso ele não os tenha.

Passo 13 – Apare os cabelos a cada 4 ou 6 meses
Apare seu cabelo apenas a  cada quatro ou seis meses. Um corte de 1,2 cm é o bastante para se livrar de pontas duplas. Lembre-se, que cabelos cacheados se cortados molhados, quando secarem  ficarão bem mais curtos. Então peça para cortar os cabelos secos, pois assim você saberá o tamanho exato que eles ficarão.

Passo 14 – Seja paciente e persistente
Procure dar um tempo, para que seu cabelo se ajuste a essa rotina. Poderá levar até 6 semanas para os  cabelos se acostumarem ao shampoo sem sulfato, podendo até parecer que estão pior no início.
A recuperação dos cabelos se dá a longo prazo, e poderá levar algumas semanas para eles se revitalizarem, afinal, os cabelos ficam com falta de umidade pelo uso contínuo dos shampoos comuns.

E então, curtiram? Não é tão difícil assim, né? Acho que o mais complicado da técnica Low Poo é  achar shampoos sem sulfatos bons, e a preços acessíveis.

Eu nunca fiz o No Poo, porém o Low Poo, eu gosto bastante. É claro que ainda uso shampoos com sulfatos, até porque tenho que fazer as resenhas para o blog, mas uso muito pouco.

Como eu lavo o cabelo todos os dias, a maioria dos dias uso shampoos sem sulfatos,ou faço o Co-wash. Shampoo comum mesmo, uso uma a duas vezes na semana. Mas a minha meta é abolir totalmente shampoos com químicas e ficar usando só orgânicos sem petrolatos e sem sulfatos.

Já postei até uma receita de shampoo natural pra Low Poo lá no blog!

É isso, galera!
Acho que vale muito a pena experimentar o No-Low Poo!
Nossos cabelitchos agradecem!

Bjks à todas!!
Erika Nasch

01 março 2013

alice walker: cabelo oprimido é um teto para o cérebro



"Finalmente descobri exatamente o que o cabelo queria: queria crescer, ser ele mesmo, atrair poeira, se esse era seu destino, mas queria ser deixado em paz por todos, incluindo eu mesma, os que não o amavam como ele era."

Palestra de *Alice Walker, no Spelman College, Atlanta
Alice Walker é autora do belíssimo romance A Cor Púrpura, posteriormente adaptado ao cinema por Steven Spielberg. 

"Como muitos de vocês devem saber, fui aluna desta faculdade, há muitas luas. Eu me sentava nessas mesmas cadeiras (às vezes ainda com o pijama sob o casaco) e olhava para a luz que entra por estas janelas. Eu ouvia dezenas de palestras encorajadoras e cantei e ouvi música maravilhosa. Acho que sentia que ia voltar para falar deste lado do pódio. Acho que naquele tempo, quando eu estudava aqui, adolescente ainda, eu já pensava no que diria a vocês, hoje.
Talvez os surpreenda saber que não pretendo falar (talvez até o período de perguntas e respostas) sobre guerra e paz, economia, racismo ou sexismo, ou sobre os triunfos e atribulações dos negros ou das mulheres. Nem sobre filmes. Embora os mais atentos possam ouvir em minhas palavras a preocupação por alguns desses assuntos, vou falar sobre algo muito mais perto de nós. Vou falar sobre cabelo. Não se preocupem com o estado dos seus cabelos neste momento. 
Não fiquem alarmados. Não se trata de uma avaliação. Simplesmente quero compartilhar com vocês algumas experiências com nosso amigo cabelo, e espero entreter e divertir a todos.

Durante um longo tempo, desde a primeira infância até a idade adulta crescemos física e espiritualmente (incluindo o intelecto com o espírito), sem que nos demos muito conta do fato. Na verdade, alguns períodos do nosso crescimento são tão confusos, que nem percebemos que se trata de crescimento. Podemos nos sentir hostis, zangados, chorosos ou histéricos, ou deprimidos. Jamais nos ocorre, a não ser que encontremos por acaso um livro ou uma pessoa capaz de explicar, que estamos em processo de mudança, de crescimento espiritual. Sempre que crescemos, sentimos, como a semente nova deve sentir o peso e a inércia da terra, quando procura sair da casca para se transformar numa planta. Geralmente não é uma sensação agradável. Porém, o mais desagradável é não saber o que está acontecendo. Lembro-me das ondas de ansiedade que me envolviam nos diferentes períodos de minha vida, sempre se manifestando por meio de distúrbios físicos (insônia, por exemplo) e como eu ficava assustada, porque não entendia como aquilo era possível.

Com a idade e a experiência, vocês ficarão satisfeitos em saber, o crescimento torna-se um processo consciente e reconhecido. Ainda um pouco assustador, mas pelo menos compreendido. Aqueles longos períodos, quando algo dentro de nós parece estar esperando, contendo a respiração, sem saber qual será o próximo passo, com o tempo transformam-se em períodos esperados, pois enquanto ocorrem, compreendemos que estamos sendo preparados para a próxima fase da nossa vida e que provavelmente vai se revelar um novo nível de personalidade.

Alguns anos atrás passei por um longo período de inquietação, disfarçado em imobilidade. Isto é, isolei-me do grande mundo a favor da paz do meu mundo pessoal, muito menor. Eu me desliguei da televisão e dos jornais (um grande alívio!), dos membros mais perturbadores da minha grande família, e da maioria dos amigos. Era como se eu tivesse chegado a um teto no meu cérebro. E sob esse teto minha mente estava extremamente inquieta, embora tudo em mim estivesse calmo.

Como é comum nesses períodos de introspecção, contei as contas do meu progresso neste mundo. No relacionamento com a família e os antepassados eu agira respeitosamente (nem todos concordarão, acredito); no meu trabalho eu havia feito, usando toda a habilidade de que disponho, tudo que era exigido de mim; no relacionamento com as pessoas com quem convivo diariamente, eu agira com todo amor que podia encontrar no meu íntimo, Eu começava também, finalmente, a reconhecer minha responsabilidade para com a Terra e minha adoração do Universo. O que mais então eu devia fazer? Por que, quando eu meditava e procurava o alçapão de escape no alto do meu cérebro, o qual, nos outros estágios do crescimento, eu sempre tive a sorte de encontrar, só achava agora um teto, como se o caminho para me identificar com o infinito, o caminho que eu costumava trilhar, estivesse selado?

Certo dia, depois de ter feito ansiosamente essa pergunta durante um ano, ocorreu-me que, no meu ser físico, havia uma última barreira para minha libertação espiritual, pelo menos naquela fase: meu cabelo.

Não meu amigo cabelo propriamente, pois logo percebi que ele era inocente. O problema era o modo pelo qual eu me relacionava com ele. Eu estava sempre pensando nele. Tanto que, se meu espírito fosse um balão, ansioso para voar e se confundir com o infinito, meu cabelo seria a pedra que o ancoraria à Terra. Compreendi que seria impossível continuar meu desenvolvimento espiritual, impossível o crescimento da minha alma, impossível poder olhar para o Universo e esquecer meu ego completamente nesse olhar (uma das alegrias mais puras!) se continuasse presa a pensamentos sobre meu cabelo. Compreendi de repente porque freiras e monges raspam as cabeças!

Olhei no espelho e comecei a rir de felicidade! Tinha conseguido abrir a pele da semente e estava subindo dentro da terra.

Então comecei as experiências. Durante alguns meses usei longas tranças (era moda entre as mulheres negras na época) feitas com o cabelo de mulheres coreanas. Eu adorava isso. Realizava minha fantasia de ter cabelos longos e dava ao meu cabelo curto e levemente processado (oprimido) a oportunidade de crescer. A jovem que trançava meu cabelo era uma pessoa que eu acabei adorando – uma jovem mãe lutadora; ela e a filha chegavam à minha casa às sete da noite e conversávamos, ouvíamos música, comíamos pizzas ou burritos, enquanto ela trabalhava, até uma ou duas horas da manhã. Eu adorava o artesanato dos desenhos criados por ela para a minha cabeça. (Trabalho de cesteiro! exclamou uma amiga, tocando a teia intrincada na minha cabeça.) Eu adorava sentar entre os joelhos dela como sentava entre os joelhos de minha mãe e de minha irmã enquanto elas trançavam meu cabelo, quando eu era pequena. Eu adorava o fato do meu cabelo crescer forte e saudável sob as “extensões”, coma eram chamadas as tranças.

Eu adorava pagar a uma jovem irmã por um trabalho realmente original e que fazia parte da tradição do penteado dos negros. Eu adorava o fato de não precisar tratar do meu cabelo a não ser com intervalos de dois ou três meses (pela primeira vez na vida eu podia lavar a cabeça todos os dias, se quisesse, e não fazer nada mais). Porém, uma vez ou outra as tranças tinham de ser retiradas (um trabalho de quatro a sete horas) e feitas novamente (mais sete a oito horas); também eu não me esquecia das mulheres coreanas que, de acordo com minha jovem cabeleireira, deixavam crescer o cabelo expressamente para vender. É claro que essa informação me fez pensar (e, sim, me preocupar) sobre os outros aspectos de suas vidas.

Quando meu cabelo atingiu dez centímetros de comprimento, dispensei o cabelo das minhas irmãs coreanas e trancei o meu. Só então renovei o conhecimento com suas características naturais. Descobri que era flexível, macio reagindo quase com sensualidade à umidade. Com as pequenas tranças girando para todos os lados, menos para onde eu queria que virassem, descobri que meu cabelo era voluntarioso, exatamente como eu! Vi que meu amigo cabelo, tendo recuperado vida própria, tinha senso de humor. Descobri que eu gostava dele.

Mais uma vez na frente do espelho, olhei para minha imagem e comecei a rir. Meu cabelo era uma dessas criações estranhas, incríveis, surpreendentes, de parar o tráfego – um pouco parecido com as listras das zebras, com as orelhas do tatu ou os pés azul-elétrico do mergulhão – que o universo cria sem nenhum motivo especial a não ser demonstrar sua imaginação ilimitada. Compreendi que jamais tivera a oportunidade de apreciar o cabelo em sua verdadeira natureza. Descobrir que ele, na verdade, tinha uma natureza própria. Lembrei-me dos anos que passei aguentando cabeleireiros – desde o tempo de minha mãe – que faziam trabalho missionário nos meus cabelos. Eles dominavam, suprimiam, controlavam. Agora, mais ou menos livre, ele ficava todo espetado para todos os lados. Eu telefonava para todos meus amigos no país para relatar as travessuras do meu cabelo. Ele jamais pensava em ficar deitado. Deitar de costas, na posição missionária, não o interessava. Ele cresceu. Ficar curto, cortado quase até a raiz, outra “solução” missionária, também não o interessava. Ele procurava espaços cada vez maiores, mais luz, mais dele mesmo. Ele adorava ser lavado; mas isso era tudo.

Finalmente descobri exatamente o que o cabelo queria: queria crescer, ser ele mesmo, atrair poeira, se esse era seu destino, mas queria ser deixado em paz por todos, incluindo eu mesma, os que não o amavam como ele era. O que acham que aconteceu? (Além disso, agora eu podia, como um bônus adicional, compreender Bob Marley como o místico que suas músicas diziam que era). O teto no alto do meu cérebro abriu-se; mais uma vez minha mente (e meu espírito) podia sair de dentro de mim. Eu não estaria mais presa à imobilidade inquieta, eu continuaria a crescer. A planta estava acima do solo.

Essa foi a dádiva do meu crescimento, no meu quadragésimo ano. Isso e saber que enquanto existir alegria na criação haverá sempre novas criações para descobrir, ou redescobrir, e que o melhor lugar para olhar é dentro de nós mesmos. Que a própria morte, sendo parte da vida, deve oferecer pelo menos um momento de prazer."

*Alice Walker é escritora e ativista