27 julho 2013

25 de Julho - Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha.


Olá crespinhas e cacheadas, o papo hoje é bem sério e importante e estamos lançando pela primeira vez um post a 4 mãos, comigo e a Simone, nossa nova colaboradora, esperamos que gostem e aguardem os próximos posts da Simone Miranda. xD

Em julho de 1992, mulheres negras de 70 países participaram do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana. O último dia do evento, 25 de julho, foi marcado como o "Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe", para celebrar e refletir sobre o papel das mulheres negras nestes continentes e também divulgar idéias para enfrentar o racismo, o sexismo, as desigualdades e a discriminação.
Neste encontro, houve a união de mulheres que, mesmo donas de trajetórias diferentes, em diferentes realidades, compartilham batalhas pela própria sobrevivência, de suas famílias e de suas comunidades. Nesta luta diária dificultada pelo racismo, elas ainda enfrentam o sexismo presente em inúmeras situações cotidianas e, a partir destas lutas, buscam transformar as sociedades em que vivem.


A criatividade para driblar diferentes formas de opressão nos remete à memória as guerreiras que, desde a escravidão, têm que recriar formas de resistência.

O trabalho braçal a que eram submetidas nas plantações do regime escravocrata, o sexo forçado, as torturas, usados como meio de manter a mulher escrava em "seu lugar" eram práticas reveladoras do peso do que significava ser mulher negra nas colônias. Inviabilizadas em muitas narrativas dominantes, quando não estereotipadas, as mulheres negras ainda lutam para tirar de seus ombros estigmas centenários.



Hoje, a situação da mulher negra no Brasil, mostra um prolongamento da sua realidade vivida no período de escravidão com poucas mudanças, pois ela continua em último lugar na escala social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país.

Muitas pesquisas mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento menor, e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial e ascender socialmente têm menos possibilidade de encontrar companheiros no mercado matrimonial.

No século XXI, suas vivências ainda permanecem marcadas por violências que combinam ao racismo, outras formas de discriminações: de gênero, de orientação sexual, de idade ou geração, de classe social, de ter ou não alguma deficiência, entre outras. Em determinados aspectos, a própria sociabilidade de muitas delas se dá violentamente ou em contextos de violência.

Em resposta à violência e à invisibilidade, estas mulheres desenvolveram uma feminilidade guerreira, uma possibilidade de ser mulher diferente da passividade que o pensamento hegemônico espera. Ao organizarem-se em nome das lutas pela transformação social, pelo fim do racismo, do sexismo, da lesbofobia e das diferentes formas de opressão, as mulheres negras denunciam a invisibilidade que as exclui e participam do cenário político de forma íntegra e resistente.

Esta data, precisa sempre ser divulgada, para uma maior conscientização do enfrentamento do racismo, dentre outros preconceitos e abusos contra nós Mulheres e nossas realidades.

Ser mulher e negra é sofrer duplo preconceito, uma violência que se estende à nossa aparência exterior, em nossa mente e em todos os aspectos de nossa vida em sociedade.

O fato que predomina é a força que emana de dentro de nós, algo que nos impulsiona a irmos mais além, e tudo isso alimenta nossa força, fé e perseverança... De se ver de como igual a todos, na aceitação de ser Natural e se orgulhar de como você mesma se vê, se ama e se gosta, não importando as opiniões alheias...




Enquanto eu posso, luto para que, se um dia eu vier sofrer estes tipos de discriminações eu saiba segurar o turbilhão de emoções que há em mim e saiba me defender de cabeça erguida por ter nascido de cabelo crespo, pele escura e não me envergonhar nunca do que sou e do que poderei ser e me orgulhar muito da minha ancestralidade e da minha essência.


Nós sugerimos a leitura de diversos textos e trabalhos sobre o tema mulher negra neste site:

Beijos e até a próxima
Simone e Andréa ;)

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