26 março 2013

história capilar -->> Ana Cláudia



Olá, meus amores, dessa vez vocês vão conhecer a história capilar de luta e vitória da queridíssima Ana Cláudia. Assim, como eu, ela fez uma pesquisa via Google “como cuidar do cabelo cacheado” (exatamente assim) e conheceu o Fórum Encaracoladas, onde com a ajuda de outras meninas e o conhecimento capilar, criou forças e voltou ao seu cabelo natural. E para contar de sua experiência e passar à frente o que aprendeu, criou o Blog Cacheado Básico, mesmo motivo pelo qual criei o Cabeleira. Então eu não podia deixar de chamá-la aqui, pra que contasse de sua história pra nós. Afinal, transição capilar é difícil, e nada melhor do que alguém que passou por isso pra dividir. Difícil, porém possível, eis uma prova disto. Mas vou deixar que a própria Aninha fale disso pra vocês... Boa leitura! xD
"Olá, meu nome é Ana Claudia de Paula e estou aqui para contar sobre a minha jornada rumo aos cachos naturais e espero que a minha experiência seja de ajuda para alguém que procura este tipo de alternativa e que acha não ser possível! Eu digo que é possível ter o cabelo sem nenhum tipo de química como relaxantes ou escovas da moda, desde que a pessoa realmente queira, por sua própria vontade e esteja disposta a embarcar na aventura chamada transição.

Desde criança, por volta dos meus 10-12 anos, tive meu primeiro contato com produtos químicos. Lembro que cheguei a usar henê marrom por um tempo e depois passei a usar aqueles alisantes encontrados em farmácia, o Hair Life. Na época eu ia mais “na onda” porque minhas primas usavam e eu queria meu cabelo igual ao delas.

Quando cheguei aos meus 14-15 anos, eu já havia mudado de produto: usava alisante conhecido como “pasta”. Todo final de semana eu estava dentro de um salão para fazer escova e retocava a raiz a cada 3 ou 4 meses. Durante a semana, enrolava o cabelo com bobes para manter a escova até o próximo sábado quando ia novamente ao salão. Fiquei nessa rotina durante uns dois anos até que comecei a enjoar daquela rotina toda de ficar um sábado inteiro dentro do cabeleireiro.

Essa pasta não chegou a alisar meu cabelo totalmente, ele ainda formava alguns cachos, até que conheci uma outra cabeleireira que me convidou ao seu salão para usar um produto apenas para “baixar” a raiz. Recordo que praticamente todas as vezes que retocava a química, meu couro cabeludo sofria queimaduras em várias partes e formava casquinhas que melhoravam depois de uma semana. Eu nem imaginava o perigo que estava correndo. Fui a segunda vez, a terceira...até que um dia ela mudou de casa e eu me vi sem rumo, procurando outro profissional para cuidar dos meus cabelos.. Comecei a aplicar produtos em casa, mas não conseguia o mesmo resultado.

Meses depois, encontrei outra cabeleireira que fazia o relaxamento mas sempre me aconselhava a manter os cachos e elogiava muito meu cabelo. Só depois de um tempo, eu comecei a pedir que esta ela deixasse minha raiz mais lisa. Ela conversou muito comigo, me explicou que meu cabelo ia ficar muito liso, perderia os cachos, enfim...tentou me fazer mudar de ideia  mas não adiantou. Então, ela mudou o produto: antes, eu usava Hidróxido de Sódio, aí passei para a Guanidina, contra a vontade dela.

O tempo passou e eu nem percebia que os cachos iam desaparecendo. A parte lisa já era bem predominante e sobravam apenas alguns cachos. Porém, eu estava feliz porque meu cabelo começava a aparentar um tamanho maior.

O sonho de um cabelão, virou pesadelo! Todo o crescimento que eu tinha nos intervalos dos retoques (3-4 meses) ia embora ralo abaixo literalmente quando o relaxamento entrava em ação! As pontas começavam a se desgastar, partindo e formando um bolo. Eu era obrigada a cortar e voltava pra casa com o cabelo praticamente do mesmo tamanho...isso começou a me frustrar. Vez ou outra havia feridas no couro cabeludo que levavam mais de uma semana para cicatrizar e nem mesmo assim eu pensava em desistir de tanto sofrimento.

Depois de alguns anos, percebi que os cremes que eu usava não definiam mais os cachos. Independente de marca ou produto, meu cabelo continuava indefinido e eu cada vez mais desesperada.

Fui para a internet buscar ajuda. Lembro de ter digitado “como cuidar do cabelo cacheado” no Google e encontrei o Fórum Encaracoladas. Passei a ler os artigos e fiz grandes amizades lá. Comprei os produtos que as meninas comentavam, via a mudança de muitas delas mas não tinha coragem de deixar de fazer relaxamento.

Comecei a praticar No Poo e depois Low Poo, até que um dia tive um “clique”. Estava me olhando no espelho,  vi minha raiz natural crescida e comecei a pensar: “Por que faço isso com meu cabelo? Que raiz linda!”

Daquele dia em diante, nunca mais voltei ao salão! Decidi que meu cabelo  seria natura, iria aprender a amar meus cachos e cuidar deles! Conversei com meu marido sobre isso para saber o que ele achava e felizmente ele gostou da ideia e me apoiou. Fiquei muito feliz porque a opinião dele contava muito para que eu levasse adiante. Era o que eu precisava para aguentar  comentários negativos e piadinhas sem graça. Quando se tem apoio no seio familiar, os olhares de desaprovação das outras pessoas não afetam tanto assim.

Só que depois de uns 4 meses de raiz crescida, comecei a entrar “em parafuso”, tive muitas crises, me sentia horrível, como se estivesse descuidada de minha aparência. Cheguei a comentar no fórum que eu iria desistir. Por isso eu digo que encontrei amigas de verdade lá! Nesse momento de fraqueza elas me incentivaram, me deram forças e me ajudaram a continuar em frente.

Já se passaram 2 anos e 8 meses longe da química! Se eu falasse que um dia chegaria tão longe, seria mentira porque eu nunca imaginei que aguentaria tanto tempo sem recorrer às “facilidades” que destruíam meus cabelos! Foi no dia-a-dia que eu me apaixonei pelo meus cachos: cuidando e acompanhando os resultados da minha dedicação e esse amor perdura até hoje! Acredito piamente que este amor só irá embora o dia que eu me for desta terra. Enquanto aqui viver, ajudarei mulheres por este mundo com a minha história, através da qual elas poderão realizar também o desejo de ter os cabelos libertos dessas químicas transformadoras!

Aqui estão algumas fotos desta mudança:
2006 - volta e meia tinha que cortar o cabelo, porque a química sempre danifica. 
2007 - Cabelo crescendo, porém só as pontas ondulam.
 Cabelo já bastante indefinido, ressecado com pontas espigadas.
2009 - Encontrei o fórum Encaracoladas, mudei minha rotina de cuidados e aprendi a fazer o gel de linhaça que ajudou a definir alguns cachos.
2010- Já em transição, fiz uma escova pela última vez. Estava enorme!
Big Chop
E o cabelo ia crescendo natural...
Estas são apenas algumas das fotos da minha jornada que estou compartilhando com vocês! Desde que comecei a transição eu fotografo a evolução do meu cabelo e fico muito emocionada ao reviver em minha memória tantos momentos difíceis que eu atravessei e, ao mesmo tempo, tenho em mim a convicção de que valeu e está valendo a pena! \o/
Abaixo está a última foto, bem recente que diz mais do que mil palavras!

Março de 2013
                  





Essa é a verdadeira Ana Claudia que estava escondida dentro de mim e que veio à existência após o Big Chop! Hoje sou feliz e libertei meus cachos para sempre! 
Espero que vocês todos tenham gostado! Um grande beijo! :*"
Ana Cláudia de Paula 

9 comentários:

  1. Gostei muito. Também tô com o cabelo em transição. As vezes da vontade de desistir. Pq o cabelo parece sem vida e eu não posso abrir mão da tintura já que desde os 14 anos tenho uma mecha branca na cabeça agora há cabelo branco em todo lugar. Será que existe algum processo no salão p os cabelos cacheados?

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  2. Linda, Eu estou com o cabelo do tamanho do seu quando vc fez o Big Chop, Também estou mal, Trabalho de casa pra não sair, Mas depois de ver suas fotos me senti mais feliz.. Foco, Força e fé.
    LINDA, felicidades!!

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  3. Aninha, que bom te ver aqui ! Nos conhecemos lá do Encaracoladas. Sua trajetória é linda e motivadora para todas que estão em transição, cabelo natural e bem cuidado não tem preço ! E meninas que estão em transição, o caminho é difícil sim mas não desistam, porque VALE MUITO a pena ! bjos

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  4. Tamires muito obrigada pela oportunidade! Ficou lindo! Beijão!!! :*

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  5. É muito bom ver os exemplos de vcs!Estou tentando pela segunda vez, ter meus cachos de volta, mas NÃO é fácil!!! Confesso que agora estou me empenhando mais por causa da gravidez e depois tem a amamentação, então estou com um bom estimulo para vencer essa parada!Parabéns Ana Claúdia e Tamires, por favor não nos abandonem, continuem postando, pois cada post é um incentivo para continuarmos! Obrigado!

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  6. Leninha, só há limitados salões que realmente sabem cuidar das nossas cabeleiras crespas. Os Deva Salon, por exemplo. O importante é você não desistir. Cuide você mesma dos seus cabelos. O que faz a diferença é essa rotina, como a Aninha falou. Foco, força e fé;
    Anônimo 1, não é fácil, sabemos todas, passar por essa fase. Mas como tudo na vida, é passageiro e requer esforço. E quando faltar coragem, recorre a quem como a Aninha já passou e está na melhor fase dos seus cachinhos.
    Ana Cláudia, flor, obrigada a você pela abertura e por ser quem é, essa fofa! Foi uma ótima parceria! xD
    Anônimo 2, que bom tê-lo aqui, seja bem-vindo e venha sempre. Não se preocupe, vamos estar sempre trabalhando e pesquisando pra melhor compartilhar essas ideias. xD

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  7. Que texto e exemplo bacanas! Me identifiquei muito na parte que ela falou do crescimento do cabelo... eu até cuidava do meu, cortava as pontas de três em três meses, hidratava, mas o danado não crescia. Tudo por causa da maldita química!

    Só acho uma coisa, meninas, é óbvio que eu sou a favor da gente manter o cabelo natural. Acredito que isso é uma libertação. Ninguém merece ficar naquele sofrimento de ver a raiz nascendo e ficando diferente do resto do cabelo, acaba com nossa auto-estima. Perdemos nossa identidade. Mas esse negócio de cabelo cair com química é coisa de quem não sabe fazer.
    A única vez que meu cabelo caiu foi quando inventei de fazer em casa. Foram mais de 10 anos alisando no salão e nunca tive esse tipo de problema... acho que esse negócio de queimaduras e queda de cabelo é culpa de um profissional não qualificado ou então de um produto muito ruim (mas um bom profissional jamais vai usar um produto rui e jamais vai aplicar química num cabelo extremamente fragilizado). Compreendem?

    Eu ainda estou pensando na transição. Onde moro não conheço salão especializado em cabelo encaracolados, então fica mais difícil... principalmente pra cortar. Big chop eu não faço. Não tenho coragem mesmo. :( Eu prefiro pagar alguém especializado e tomar só os cuidados básicos em casa. É o meu jeito.

    Parabéns, Ana. Espero ler mais histórias como a sua e me encorajar mais.

    Beijos.

    Ana Lívia

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  8. Ana Lívia, entendo exatamente sua colocação a respeito de um bom profissional e dos maus, que são a maioria infelizmente. Mas química sempre vai fazer mal, se não a curto prazo, a longo. O cabelo fica entupido, cimentado. E se tiver formol, pode causar até doenças!

    O ideal é não precisarmos das químicas, técnicas de cuidados e produtos sem elas é o que ajudam. E aí é que entra tua transição. Como eu disse, são poucos os profissionais que cuidem realmente dos nossos fios. Eu continuo indicando somente os Deva, porque são especialistas mesmo. E na falta de acessibilidade a esses especialistas, o lance é trocar ideias com quem já está voltando, como a Aninha; sugar as dicas que estão nos blogs afora; tem até dicas de cortes que nós mesmas fazemos. Enfim, o segredo está na rotina, nos detalhes, e na força de vontade. Lembrar que transição passa e quando passa vem o momento do grande encontro consigo mesma.

    Bem-vinda por aqui, Livia e volte sempre, viu? Abração!

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  9. Nossa Menina estou passando por esse processo, como é dificil heim? não tive a mesma coragem de cortar curtinho estou tirando aos pouco, mas te confesso que não esta sendo fácil, mas acredito que conseguirei

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